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Hérnia de Disco: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Hérnia de Disco: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O que é a Hérnia de Disco?

A coluna vertebral é formada por vértebras separadas por discos intervertebrais — estruturas gelatinosas que funcionam como amortecedores. A hérnia ocorre quando o núcleo desse disco se projeta para fora, comprimindo raízes nervosas ou a medula espinhal.

Essa compressão provoca dor local, irradiada para os membros, formigamento e, em casos graves, fraqueza muscular. As regiões mais afetadas são a lombar (L4-L5 e L5-S1) e a cervical (C5-C6 e C6-C7).

Sintomas Mais Comuns

Na hérnia lombar, a dor costuma irradiar pela nádega e descer pela perna até o pé — quadro chamado de ciática. Pode haver formigamento, dormência e perda de força no membro afetado.

Na hérnia cervical, a dor irradia pelo ombro, braço e mão, com possível formigamento nos dedos. Casos graves com comprometimento medular exigem avaliação urgente.

Diagnóstico: Quais Exames São Necessários?

O diagnóstico é clínico e confirmado por exames de imagem. A ressonância magnética é o padrão-ouro — permite visualizar o disco, as raízes nervosas e o grau de compressão. A tomografia computadorizada é útil quando a ressonância não é possível.

Radiografias simples não mostram a hérnia, mas ajudam a avaliar o alinhamento das vértebras e detectar artrose associada. A eletroneuromiografia pode ser solicitada para avaliar o grau de comprometimento nervoso.

Tratamento Conservador

A grande maioria das hérnias de disco — cerca de 80% — resolve com tratamento conservador em 6 a 12 semanas. O tratamento inclui repouso relativo nos primeiros dias, anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e fisioterapia.

A fisioterapia é fundamental para aliviar a dor aguda, fortalecer a musculatura paravertebral e ensinar o paciente a proteger a coluna nas atividades diárias. RPG, pilates clínico e terapia manual são recursos eficazes.

Quando a Cirurgia é Indicada?

A cirurgia está indicada em situações específicas: falha do tratamento conservador após 6 a 12 semanas, dor intensa e refratária, déficit neurológico progressivo (fraqueza muscular piora a cada dia) ou síndrome da cauda equina — urgência cirúrgica que inclui perda do controle de esfíncteres.

Os procedimentos mais utilizados são a microdiscectomia (retirada da parte do disco que comprime o nervo) e, em casos mais complexos, as técnicas de descompressão por via endoscópica ou aberta com ou sem fusão vertebral.

Este artigo foi elaborado pelos especialistas da CBT Ortopedia e Traumatologia com fins educativos. Não substitui a consulta médica. Em caso de dúvidas, agende uma avaliação com nosso time.