Prevenção

Fratura de Quadril no Idoso: Recuperação e Cirurgia

Fratura de Quadril no Idoso: Recuperação e Cirurgia

Caiu em casa e não consegue apoiar o peso na perna?

Quando um idoso cai, sente dor forte na virilha ou no quadril e não consegue ficar de pé, a suspeita é de fratura da parte superior do fêmur, a chamada fratura de quadril. Não é um quadro para observar em casa nem para esperar até segunda-feira: é uma urgência ortopédica, e o tempo até o atendimento influencia diretamente o resultado. Entender o que vem depois ajuda a família a tomar decisões melhores num momento de susto.

O que é a fratura de quadril

É a quebra do fêmur perto da articulação que liga a perna à bacia. Em pessoas jovens, ela exige trauma de alta energia, como um acidente de carro. No idoso, a história é outra: uma queda da própria altura, um tropeço no tapete da sala, uma escorregada no banheiro. Isso acontece porque o osso perde resistência com o tempo, principalmente quando existe osteoporose. As duas localizações mais comuns são o colo do fêmur e a região trocantérica, e essa diferença determina o tipo de cirurgia.

Por que o idoso tem mais risco

Boa parte dessas fraturas seria evitável com as medidas descritas no nosso guia de prevenção de quedas em idosos.

Como reconhecer: os sinais que exigem pronto-socorro

Diante desses sinais, o caminho é o pronto-socorro, e não a espera de uma consulta ambulatorial.

Como o diagnóstico é confirmado

O exame clínico já levanta a suspeita, e o raio-X confirma a maioria das fraturas. Quando a imagem deixa dúvida, o que acontece em fraturas incompletas ou pouco desviadas, a tomografia ou a ressonância mostram traços sutis que o raio-X não revela. Na CBT, o raio-X digital é feito no mesmo endereço da consulta, o que ajuda nas situações em que a dor no quadril persiste depois de uma queda sem fratura evidente.

Como é o tratamento

Na grande maioria dos casos o tratamento é cirúrgico, e a literatura mostra que operar nas primeiras 24 a 48 horas, quando as condições clínicas permitem, costuma reduzir complicações. O motivo é direto: manter um idoso imobilizado na cama favorece pneumonia, trombose, infecção urinária, lesões por pressão e perda acelerada de massa muscular. A cirurgia existe para tirar a pessoa da cama o quanto antes.

O tipo de procedimento depende de onde e como o osso quebrou:

A escolha considera o traço da fratura, a idade, as doenças associadas e o nível de atividade antes da queda. Todo o planejamento e a realização de procedimentos cirúrgicos passam por avaliação individual com o ortopedista.

Quanto tempo dura a recuperação

Os marcos costumam seguir esta ordem, sempre com variação de pessoa para pessoa. Os primeiros movimentos e a saída do leito começam em geral 1 a 2 dias após a cirurgia, ainda no hospital. O andador acompanha as primeiras 4 a 6 semanas, com transição gradual para bengala. A marcha mais segura e independente costuma se estabelecer entre 3 e 6 meses. A recuperação funcional completa, quando ocorre, pode levar até 1 ano, e depende muito do estado de saúde antes da queda e da regularidade da reabilitação. Idade avançada, demência e outras doenças crônicas tornam o processo mais lento, o que não impede ganhos importantes.

A reabilitação é a parte decisiva

A cirurgia resolve o osso; quem devolve a caminhada é a fisioterapia. O trabalho combina controle de dor e edema, mobilidade, treino de transferências (cama, cadeira, banheiro), reeducação da marcha com apoio e, sobretudo, fortalecimento progressivo de quadril e coxa. A continuidade após a alta hospitalar é o que mais diferencia os resultados. O material sobre reabilitação pós-cirurgia ortopédica explica como as fases se encaixam.

Como evitar uma segunda fratura

Quem fraturou o quadril tem risco maior de nova fratura, então a prevenção passa a fazer parte do tratamento:

O acompanhamento com um especialista em quadril organiza esse plano e monitora a evolução.

Perguntas frequentes sobre fratura de quadril

Dá para tratar fratura de quadril sem cirurgia?

Só em situações específicas, como fraturas estáveis sem desvio ou pacientes que não toleram a anestesia. Na maioria dos casos o tratamento conservador exige longo tempo de cama, com mais complicações do que a própria cirurgia.

O idoso volta a andar depois de fraturar o quadril?

Muitos voltam, e a reabilitação precoce é o principal fator a favor. O nível de independência alcançado costuma refletir o que a pessoa conseguia fazer antes da queda.

Quanto tempo o idoso fica internado?

Varia conforme o tipo de fratura, a cirurgia realizada e as condições clínicas, indo de poucos dias a mais de uma semana. A saída do leito começa antes da alta, ainda no hospital.

Prótese ou placa e parafusos: qual é melhor?

Não existe resposta única. Fraturas do colo do fêmur com risco de não consolidar tendem à prótese; fraturas trocantéricas geralmente são fixadas. A decisão é individual e cabe ao cirurgião que avalia o caso.

Se alguém da sua família caiu e está com dor no quadril, procure atendimento de urgência sem esperar. E, passada a fase aguda, vale organizar o acompanhamento para reduzir o risco de uma nova fratura. Na CBT Ortopedia, no Campo Belo, a avaliação ortopédica, o raio-X digital e a reabilitação acontecem no mesmo endereço. Agende sua avaliação pelo WhatsApp (11) 98493-0179.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure avaliação profissional.