O que é a síndrome do túnel cubital
O nervo ulnar é um dos nervos que comandam a mão. Ele passa por trás da parte interna do cotovelo, num canal estreito, e segue até o dedo mínimo e parte do anelar. Esse ponto atrás do cotovelo é a região que muita gente conhece como "osso da risada", aquele lugar onde você bate o braço e sente um choque que desce até a mão. A síndrome do túnel cubital acontece quando esse nervo fica comprimido nessa passagem. Com o tempo, ele para de funcionar bem e os sinais aparecem na mão.
Por que acontece
O nervo é sensível à posição do cotovelo. Quando você dobra o braço, o espaço por onde ele passa fica mais apertado e o nervo estica. Por isso pessoas que dormem com o cotovelo bem flexionado, ou que passam o dia com o braço dobrado (ao telefone, apoiado na mesa, segurando o volante), tendem a sentir mais. Apoiar o cotovelo numa superfície dura também pressiona o nervo direto. Em alguns casos há uma causa estrutural, como uma sequela de fratura antiga ou alterações na própria anatomia do canal. Boa parte das vezes, porém, é o uso repetido e a posição mantida que vão incomodando.
Como você percebe
O sintoma mais comum é formigamento e dormência no dedo mínimo e na metade do anelar. Costuma piorar quando o cotovelo fica dobrado por um tempo, e é bem típico acordar de madrugada com a mão adormecida. Pode vir também uma sensação de fraqueza para pinçar coisas pequenas ou para segurar com firmeza, como abrir um pote ou girar uma chave. Em quadros mais avançados, a pessoa nota que perde força e que a mão fica menos hábil para tarefas finas. Se você sentir esses sinais, vale prestar atenção há quanto tempo eles duram e o que piora.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa na conversa e no exame. O ortopedista pergunta sobre os sintomas, examina o cotovelo e a mão, testa a sensibilidade e a força, e faz manobras que reproduzem o formigamento. Para confirmar onde o nervo está comprimido e medir o quanto ele está afetado, costuma-se pedir a eletroneuromiografia, um exame que avalia o funcionamento do nervo. Em algumas situações o raio-X ajuda a ver se há alguma alteração óssea por trás do quadro, e na CBT esse exame pode ser feito no local, no mesmo atendimento. A decisão de quais exames pedir depende de cada caso.
Tratamento
Na maioria dos casos, começa-se pelo tratamento conservador, sem cirurgia. O primeiro passo é tirar a pressão do nervo: evitar manter o cotovelo muito dobrado por longos períodos, não apoiar o cotovelo em superfícies duras e ajustar a forma de usar o braço no trabalho e no celular. Órteses usadas à noite ajudam a manter o cotovelo mais esticado durante o sono, que é quando muita gente piora. A fisioterapia entra para aliviar os sintomas e recuperar força, com recursos como terapia manual, exercícios de fortalecimento, eletroterapia e laser. Quando há fraqueza importante, perda de função ou quando o tratamento conservador não resolve, pode-se indicar a cirurgia para liberar o nervo. Quem decide isso é o ortopedista, junto com você, olhando o seu caso.
Quando procurar o ortopedista
Procure avaliação se o formigamento no dedo mínimo for frequente, se acordar com a mão dormente, ou se notar que a mão está perdendo força. Quanto antes o nervo é avaliado, melhor tende a ser a resposta, porque a fraqueza instalada há muito tempo é mais difícil de recuperar. Não é preciso esperar a dor ficar forte para buscar ajuda.
Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da síndrome do túnel cubital dependem de uma avaliação individual. Se você tem esses sintomas, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.