Coluna

Espondilolistese: Vértebra Escorregada e Tratamento

Espondilolistese: Vértebra Escorregada e Tratamento

A dor lombar piora em pé e alivia quando você senta?

Esse detalhe diz muito. Quem tem espondilolistese costuma relatar exatamente isso: a lombar reclama ao ficar parado em pé, ao caminhar no shopping ou ao esperar numa fila, e o alívio vem ao sentar ou ao se inclinar para a frente, como quem se apoia no carrinho do mercado. Alguns também sentem a dor descer pela perna. É um quadro que assusta pelo nome, mas que na maior parte dos casos é tratado sem cirurgia.

O que é a espondilolistese

A coluna é uma pilha de vértebras encaixadas uma sobre a outra. Na espondilolistese, uma delas desliza para a frente em relação à de baixo, como um bloco que escorregou da pilha. Acontece com mais frequência na parte final da lombar, entre a quarta e a quinta vértebra e entre a quinta lombar e o sacro, região que suporta mais carga no dia a dia. O escorregamento é medido em graus, de acordo com o quanto a vértebra saiu de posição: o grau I corresponde a até um quarto do deslizamento possível e o grau IV, aos casos mais acentuados. A grande maioria dos pacientes fica nos graus I e II, que são os mais leves.

Por que a vértebra escorrega

Sintomas típicos

Quanto tempo dura a dor e como o quadro evolui

Uma crise de dor lombar em quem tem espondilolistese costuma melhorar em 4 a 12 semanas com tratamento conservador bem conduzido. O ganho de estabilidade com o fortalecimento, porém, aparece de forma mais lenta: em geral são necessários 3 a 6 meses de exercício regular para consolidar o resultado. Sobre a progressão, vale tranquilizar: na maioria dos adultos o escorregamento se mantém estável ao longo dos anos e raramente avança além do grau II. Nos adolescentes em fase de crescimento, o acompanhamento é mais próximo, com exames periódicos para confirmar que a posição não está mudando.

O que fazer (e o que evitar)

O que costuma piorar os sintomas:

Como é feito o diagnóstico

A história clínica e o exame físico já levantam a suspeita, sobretudo quando a dor tem esse padrão de piorar em pé. A confirmação vem com o raio-X digital, feito no próprio atendimento na CBT Ortopedia, que mostra a posição das vértebras e permite medir o grau do escorregamento. Radiografias em flexão e extensão ajudam a avaliar se existe instabilidade, ou seja, se a vértebra se move conforme a posição do corpo. Quando há dor irradiada, formigamento ou fraqueza, a ressonância é indicada para examinar nervos, discos e canal vertebral.

Tratamento conservador

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia é necessária em uma parcela menor dos casos. Ela costuma ser considerada quando existe instabilidade importante, quando um nervo está comprimido com perda de força progressiva, quando a caminhada fica muito limitada por estenose do canal associada ou quando a dor não melhora depois de meses de tratamento conservador bem feito. O procedimento em geral combina a descompressão do nervo com a estabilização do segmento. É uma decisão tomada com calma, caso a caso, considerando idade, exames e impacto na sua rotina.

Quando procurar o especialista

Agende avaliação se a dor lombar persiste por semanas, se atrapalha caminhar ou ficar em pé, ou se a dor desce pela perna como na ciática. Fraqueza progressiva na perna e alteração no controle da urina ou das fezes pedem atendimento imediato. Um especialista em coluna define o grau do escorregamento e monta o plano adequado ao seu caso.

Perguntas frequentes sobre espondilolistese

A vértebra volta ao lugar?

Com tratamento conservador, não. E não precisa: o objetivo é estabilizar a região com musculatura forte e controlar os sintomas, o que funciona bem na maioria dos casos. O reposicionamento só é possível em cirurgia, quando indicada.

Posso fazer academia?

Sim, com orientação. O fortalecimento faz parte do tratamento. O cuidado está na técnica e na seleção dos exercícios, evitando hiperextensão da lombar e cargas altas sem preparo.

O escorregamento vai piorar com o tempo?

Na maioria dos adultos, não. O quadro tende a se manter estável, e o acompanhamento periódico confirma isso. Adolescentes em crescimento merecem controle mais próximo.

Espondilolistese aposenta do esporte?

Raramente. Muitos atletas seguem competindo com ajustes de treino e fortalecimento dirigido. A decisão depende do grau, dos sintomas e da modalidade praticada.

Se você tem dor lombar que piora em pé ou já recebeu esse diagnóstico e quer uma segunda opinião, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia, no Campo Belo. Consulta, raio-X digital e fisioterapia acontecem no mesmo endereço.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure avaliação profissional.