O que é a espondilolistese
A coluna é formada por uma pilha de vértebras, encaixadas uma sobre a outra. Na espondilolistese, uma dessas vértebras desliza para a frente em relação à de baixo, saindo um pouco do lugar. É como se um bloco da pilha tivesse escorregado. Acontece com mais frequência na parte de baixo das costas, a região lombar, que é a que mais carrega peso no dia a dia.
Esse escorregamento pode ser pequeno e quase não dar sintoma, ou maior, a ponto de pressionar nervos próximos. Cada caso é diferente, e por isso a avaliação individual conta tanto.
Por que acontece
Existem dois caminhos principais. Em pessoas mais jovens, sobretudo quem faz atividades que forçam muito a coluna (ginástica, levantamento de peso, alguns esportes), pode haver uma pequena falha num ponto da vértebra. Com o tempo e a repetição do esforço, essa falha permite que a vértebra deslize.
O outro caminho é o desgaste, mais comum a partir de certa idade. As articulações e os discos da coluna perdem firmeza com os anos, e a vértebra, sem o mesmo apoio de antes, acaba escorregando aos poucos. Esse tipo costuma aparecer depois dos 50 ou 60 anos.
Como você percebe
O sintoma mais comum é dor na região lombar. Muita gente nota que a dor piora ao ficar muito tempo em pé ou ao caminhar, e melhora ao sentar ou ao inclinar o corpo para a frente, como quem se apoia no carrinho de compras no mercado. Há quem sinta rigidez ao levantar de manhã.
Quando o escorregamento aperta um nervo, a dor pode descer pela perna, às vezes com formigamento ou sensação de fraqueza. Em alguns casos a pessoa convive anos com um escorregamento leve sem grande incômodo.
Como é feito o diagnóstico
A conversa e o exame físico já dão boas pistas. O médico pergunta sobre a dor, sobre o que melhora e o que piora, e examina seus movimentos. A confirmação costuma vir com exames de imagem. O raio-X mostra bem a posição das vértebras e o quanto uma deslizou sobre a outra. Aqui na CBT o raio-X é feito no próprio local, no mesmo atendimento, o que evita idas e voltas.
Em situações que exigem ver os nervos e os discos com mais detalhe, podem ser pedidos exames complementares, como a ressonância. A escolha depende do seu quadro.
Tratamento
A boa notícia é que a maior parte dos casos melhora sem cirurgia. O foco fica no fortalecimento dos músculos que sustentam a coluna, o chamado core, e na orientação sobre postura e cuidados nas atividades do dia a dia. A fisioterapia ajuda bastante, com recursos como terapia manual, exercícios de fortalecimento, eletroterapia, laser de alta intensidade e crioterapia para controlar a dor. Em alguns momentos o médico pode indicar medicação para aliviar os sintomas.
A cirurgia entra em cena em parte menor dos casos, quando há instabilidade importante, quando um nervo está muito comprimido ou quando a dor não cede com o tratamento conservador bem conduzido. É uma decisão tomada com calma, caso a caso.
Quando procurar o ortopedista
Vale marcar uma avaliação se a dor lombar persiste por semanas, se atrapalha caminhar ou ficar em pé, ou se você sente a dor descendo pela perna. Sinais de alerta, como fraqueza progressiva na perna ou alteração no controle do xixi e das fezes, pedem atendimento sem demora. Quanto antes a coluna é avaliada, mais opções de tratamento costumam estar disponíveis.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da espondilolistese dependem de avaliação individual. Se você tem dor nas costas ou alguma das queixas descritas aqui, agende uma avaliação com a equipe da CBT Ortopedia e Traumatologia.