O que é a epicondilite medial
Epicondilite medial é uma dor na parte interna do cotovelo, naquele osso saliente que você sente do lado de dentro quando dobra o braço. É o ponto onde se prendem os tendões que fecham o punho e giram o antebraço para baixo. Quando esses tendões ficam sobrecarregados, eles se irritam e doem. O nome popular é cotovelo de golfista, mas você não precisa nunca ter pegado num taco para ter o problema.
Por que isso acontece
A causa quase sempre é repetição. O tendão aguenta bem um esforço de vez em quando, mas não gosta do mesmo gesto feito centenas de vezes por dia, semana após semana. Os movimentos que mais sobrecarregam essa região são dobrar o punho para baixo e girar a mão (a chamada pronação). Pense em quem trabalha apertando parafusos, carrega ferramentas pesadas, faz musculação com pegada errada ou rebate muitas bolas no golfe e no tênis. Tarefas de casa também contam, como torcer panos ou usar chave de fenda por horas. Com o tempo, as fibras do tendão sofrem pequenas lesões e o corpo não consegue reparar tudo no mesmo ritmo.
Como você percebe
O sintoma principal é dor na face interna do cotovelo. Costuma começar leve e ir aumentando aos poucos. Você sente mais quando fecha a mão com força, aperta algo, levanta um objeto com a palma virada para cima ou simplesmente gira uma maçaneta. Às vezes a dor desce pelo antebraço, em direção ao punho. A força da pegada pode diminuir, e tarefas simples como segurar uma xícara ou um saco de compras passam a incomodar. Em alguns casos aparece formigamento na mão, o que merece atenção especial na avaliação.
Como é feito o diagnóstico
Na maior parte das vezes, a consulta já resolve. O ortopedista conversa com você sobre suas atividades, examina o cotovelo, aperta o ponto doloroso e pede alguns movimentos para confirmar de onde vem a dor. O raio-X pode ajudar a descartar outras causas, e na CBT ele é feito no local, no mesmo atendimento, sem você precisar ir a outro lugar. Em situações específicas, o médico pode pedir ultrassom ou ressonância, mas isso depende de cada caso. O exame serve também para diferenciar a epicondilite de problemas no nervo que passa por ali perto.
Como se trata
O tratamento lembra bastante o da epicondilite lateral, a do lado de fora. Quase sempre começa sem cirurgia. O primeiro passo é ajustar a carga: não é parar tudo, mas reduzir ou corrigir o gesto que provoca a dor. A fisioterapia tem papel central, com recursos como laser de alta intensidade, eletroterapia, terapia manual, gelo para acalmar a inflamação e, principalmente, exercícios de fortalecimento que deixam o tendão mais resistente. Em alguns casos o médico indica uma órtese para aliviar a tração na região. Quando a dor é forte e não cede, a infiltração pode entrar como opção, sempre avaliada com critério. A cirurgia fica reservada para poucos casos, depois de um tempo de tratamento bem feito sem melhora. A recuperação costuma ser gradual, e ter paciência ajuda a evitar recaídas.
Quando procurar o ortopedista
Vale marcar uma avaliação se a dor no cotovelo dura mais de algumas semanas, atrapalha o trabalho ou o sono, volta sempre que você usa o braço ou vem acompanhada de formigamento e perda de força na mão. Quanto antes a região é cuidada, mais simples tende a ser o caminho. Cada cotovelo tem sua história, e só o exame individual define o melhor plano para o seu.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da epicondilite medial dependem de uma avaliação individual. Se você sente dor no cotovelo, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.