O que é a epicondilite lateral
A epicondilite lateral é uma dor na parte de fora do cotovelo, no ponto onde os tendões dos músculos que estendem o punho e os dedos se prendem ao osso. Ficou conhecida como "cotovelo de tenista" porque aparecia bastante em quem joga tênis, mas a maioria dos pacientes nunca pegou numa raquete. O que existe ali é um desgaste e uma irritação desses tendões, com pequenas lesões que se acumulam com o tempo. Não é só inflamação simples. Em boa parte dos casos há também uma degeneração do tendão, o que ajuda a entender por que a recuperação costuma pedir paciência.
Por que acontece
O problema vem do uso repetitivo. Movimentos de agarrar, torcer e levantar, feitos muitas vezes ao dia, sobrecarregam esses tendões até eles começarem a doer. Por isso atinge gente bem variada. Quem trabalha com ferramentas (chave de fenda, alicate, furadeira), quem digita e usa o mouse o dia inteiro, pedreiros, cozinheiros, cabeleireiros, músicos. Um gesto comum é segurar um peso com a palma virada para baixo: isso exige justamente a musculatura que está sobrecarregada. Quando a carga é maior do que o tendão aguenta, a dor se instala.
Como você percebe
A queixa típica é dor na parte externa do cotovelo, às vezes descendo pelo antebraço. Ela aparece ou piora em situações do dia a dia: apertar a mão de alguém, girar a maçaneta da porta, levantar uma garrafa ou uma xícara cheia, torcer um pano. Pegar objetos com a mão estendida costuma incomodar mais. O cotovelo pode ficar sensível ao toque num ponto bem específico. A força de preensão também cai, e tarefas simples, como segurar uma sacola de compras, passam a ser desconfortáveis.
Como é feito o diagnóstico
Na maioria das vezes o diagnóstico é clínico. O ortopedista conversa com você sobre as atividades do dia a dia, examina o cotovelo, localiza o ponto de dor e faz alguns testes que reproduzem o sintoma, como estender o punho contra resistência. O raio-X pode ajudar a afastar outras causas de dor no cotovelo, e na CBT ele é feito no local, no mesmo atendimento. Em situações específicas, o médico pode pedir ultrassom ou ressonância. O exame de imagem complementa a avaliação, mas não substitui o exame físico.
Como se trata
A grande maioria dos casos melhora sem cirurgia. O primeiro passo é o repouso relativo: não é parar tudo, é reduzir e ajustar os gestos que provocam dor, dando tempo para o tendão se recuperar. A fisioterapia tem papel central, e na CBT é feita com recursos como laser de alta intensidade, eletroterapia, terapia manual, crioterapia com gelo e, principalmente, exercícios de fortalecimento progressivo para o antebraço. Uma órtese (a faixa ou tala que se usa logo abaixo do cotovelo) pode aliviar a sobrecarga durante as atividades. Ajustar a forma de trabalhar também conta muito, como rever a posição do mouse ou trocar a maneira de segurar uma ferramenta. Em casos selecionados, que não respondem ao tratamento, o médico pode considerar uma infiltração. A cirurgia é reservada para situações raras, quando tudo isso já foi tentado por um bom tempo sem resultado.
Quando procurar o ortopedista
Vale marcar uma avaliação se a dor no cotovelo persiste por algumas semanas, atrapalha o trabalho ou as tarefas de casa, ou volta toda vez que você retoma certos movimentos. Quanto antes a sobrecarga é corrigida, mais simples costuma ser o tratamento. Cada caso é diferente, e só um exame individual define o diagnóstico e a conduta certa para você.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta com um médico. Se você tem dor no cotovelo, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia para um diagnóstico individual e o tratamento mais adequado ao seu caso.