O que é a tendinite de Aquiles
O tendão de Aquiles é aquela faixa grossa que você sente atrás do tornozelo, logo acima do calcanhar. Ele liga a panturrilha ao osso do calcanhar e trabalha toda vez que você dá um passo, sobe uma escada ou fica na ponta dos pés. A tendinite acontece quando esse tendão recebe mais carga do que consegue suportar e começa a sofrer com pequenas lesões de repetição. O resultado é dor, rigidez e, às vezes, um leve inchaço na região.
Por que acontece
Na maioria dos casos, o problema vem da sobrecarga. O exemplo mais comum é o corredor que aumenta a quilometragem ou a velocidade de uma hora para outra, sem dar tempo ao corpo de se adaptar. Mas não é só de atletas. Quem fica meses parado e volta à atividade de forma intensa, quem passa a fazer caminhadas longas em subidas ou troca de calçado de repente também pode forçar o tendão além do que ele aguenta. A panturrilha encurtada e a falta de fortalecimento ajudam a piorar a situação.
Como você percebe
O sinal mais típico é a dor e a rigidez atrás do tornozelo, que costumam ser piores nos primeiros passos da manhã, quando você sai da cama. Depois de andar um pouco, a região parece "aquecer" e a dor diminui, mas ela tende a voltar depois do esforço ou no fim do dia. Algumas pessoas notam um espessamento no tendão ou desconforto ao apertar a área com os dedos. Subir escadas e correr costumam incomodar mais.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é principalmente clínico. Na consulta, o ortopedista ouve a sua história, pergunta sobre a rotina de atividade física e examina o tornozelo, apalpando o tendão e testando os movimentos. Em alguns casos, pode pedir exames de imagem, como ultrassom ou ressonância, para avaliar melhor o tendão e descartar outros problemas. O raio-X também pode ajudar a ver o osso do calcanhar, e na CBT ele é feito no próprio local, no mesmo atendimento. O que vale para o seu caso depende sempre de uma avaliação individual.
Tratamento
A boa notícia é que a maioria dos casos melhora sem cirurgia. O primeiro passo é ajustar a carga: reduzir ou modificar a atividade que está machucando o tendão, sem necessariamente parar tudo. Os exercícios de alongamento e, principalmente, o fortalecimento excêntrico da panturrilha (aquele em que o músculo trabalha enquanto se alonga) têm um papel central na recuperação. A fisioterapia ajuda nesse caminho, com recursos como terapia manual, laser de alta intensidade, eletroterapia, ultrassom, crioterapia e exercícios de fortalecimento orientados.
Um ponto importante: evita-se a infiltração de corticoide dentro do próprio tendão de Aquiles, porque ela pode enfraquecer o tecido e aumentar o risco de ruptura. Por isso, decisões assim precisam de critério e acompanhamento. Vale lembrar que a recuperação do tendão exige paciência. Ele responde devagar, e querer voltar ao ritmo antigo cedo demais costuma trazer a dor de volta.
Quando procurar o ortopedista
Se a dor atrás do tornozelo dura mais de algumas semanas, atrapalha suas atividades ou volta sempre que você tenta retomar o exercício, é hora de procurar avaliação. Procure ajuda logo se sentir uma dor súbita e forte na região, como se tivesse levado uma pancada ou um estalo, com dificuldade para ficar na ponta do pé, porque isso pode indicar uma ruptura do tendão. Quanto antes o problema é avaliado, mais simples costuma ser o tratamento.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso é único e precisa de uma avaliação individual. Se você sente dor atrás do tornozelo ou no calcanhar, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia para receber orientação adequada ao seu caso.