Ombro

Artrose Acromioclavicular: Dor no Topo do Ombro

Artrose Acromioclavicular: Dor no Topo do Ombro

O que é a artrose acromioclavicular

No topo do ombro existe uma articulação pequena, formada pelo encontro da clavícula com o acrômio, que é a ponta do osso da escápula. Ela se chama articulação acromioclavicular. Como qualquer articulação do corpo, com o tempo ela pode sofrer desgaste da cartilagem. Quando isso acontece, falamos em artrose acromioclavicular. É um problema comum e, muitas vezes, a pessoa convive com ele sem saber o nome.

Por que acontece

A causa mais frequente é o desgaste natural ligado ao uso ao longo dos anos. Mas alguns fatores pesam. Quem trabalha levantando peso acima da cabeça, quem treina musculação pesada por muito tempo ou quem já teve uma luxação ou fratura na clavícula tem mais chance de desenvolver o quadro. Atividades de força repetida nessa região vão, aos poucos, gastando a cartilagem que protege os dois ossos. Sem essa proteção, o atrito aumenta e a articulação inflama.

Como você percebe

A dor costuma ser bem localizada, em cima do ombro, num ponto que você consegue apontar com o dedo. Ela piora em situações específicas. Cruzar o braço na frente do corpo, por exemplo, ao colocar o cinto de segurança ou pegar algo do lado oposto, costuma incomodar. Carregar peso, como uma sacola de compras, também aperta. Muita gente reclama de dor ao deitar sobre o ombro afetado e acaba perdendo o sono. Em alguns casos aparece um pequeno caroço ou saliência sobre a articulação.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa na consulta. O ortopedista conversa com você sobre quando a dor aparece e examina o ombro, pressionando o ponto e pedindo alguns movimentos, como levar o braço cruzado em direção ao ombro oposto. Essa manobra costuma reproduzir a dor da artrose acromioclavicular. Para confirmar e descartar outras causas, em geral pedimos um raio-X, que mostra o estreitamento e o desgaste da articulação. Na CBT o raio-X é feito no local, no mesmo atendimento, o que ajuda a fechar a avaliação mais rápido. Em situações específicas pode ser necessário complementar com outros exames.

Tratamento

Na maior parte dos casos o tratamento é conservador, ou seja, sem cirurgia. O primeiro passo é diminuir as atividades que provocam a dor e cuidar da inflamação. A fisioterapia tem papel importante e pode usar recursos como laser de alta intensidade, eletroterapia, terapia manual, ultrassom e gelo na fase mais dolorida, além de exercícios para fortalecer a musculatura ao redor do ombro. Quando a dor não cede, o ortopedista pode indicar uma infiltração no local, que leva o medicamento direto para a articulação inflamada. A cirurgia fica reservada para os casos resistentes, que não melhoram com o tratamento conservador bem feito. Cada caso é avaliado de forma individual, e a conduta depende dos seus sintomas e da sua rotina.

Quando procurar o ortopedista

Vale marcar uma avaliação quando a dor no topo do ombro persiste por mais de algumas semanas, atrapalha o sono ou limita tarefas simples do dia a dia, como se vestir ou carregar a bolsa. Dor que volta sempre que você faz força com o braço também merece atenção. Quanto antes a articulação é avaliada, mais opções de tratamento existem antes que o desgaste avance.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da dor no ombro dependem de uma avaliação individual. Se você sente esses sintomas, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia para receber a orientação adequada ao seu caso.