Dor no ombro que não passa? Entenda o que pode ser
O ombro é a articulação mais móvel do corpo — e é justamente essa liberdade de movimento que o deixa vulnerável. Uma dor que aparece ao levantar o braço, que incomoda para dormir ou que vem acompanhada de fraqueza pode ter origens bem diferentes, e cada uma pede um cuidado próprio. Este guia reúne as causas mais comuns de dor no ombro, como diferenciá-las e o momento certo de procurar um ortopedista.
As causas mais comuns de dor no ombro
Tendinite e lesão do manguito rotador
O manguito rotador é o grupo de tendões que estabiliza e move o ombro. Quando inflama, causa a tendinite no ombro, com dor ao elevar o braço e piora à noite. Com o tempo ou após um esforço, esses tendões podem romper — e aí a dúvida costuma ser entre tratar o manguito com cirurgia ou fisioterapia. Uma variação é a tendinite calcária, quando se forma um depósito de cálcio dentro do tendão.
Síndrome do impacto
Quando o tendão fica comprimido no espaço estreito acima da articulação a cada vez que o braço sobe, surge a síndrome do impacto. O sinal típico é a dor num arco específico do movimento — geralmente entre 60 e 120 graus de elevação.
Bursite
A bursa é uma pequena bolsa que amortece o deslizar dos tendões. Quando inflama e incha, cada movimento vira atrito e dor localizada, que costuma piorar ao deitar sobre o ombro. A bursite raramente vem sozinha: com frequência acompanha a tendinite ou a síndrome do impacto.
Ombro congelado (capsulite adesiva)
Aqui a dor é difusa e vem com rigidez progressiva: o ombro vai perdendo movimento semana a semana. O ombro congelado é mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos, em pessoas com diabetes e em fases de alteração hormonal. Quanto antes tratado, menor a rigidez que se instala.
Artrose acromioclavicular
Quando a dor se concentra bem no topo do ombro, no ponto em que a clavícula encontra a escápula, a causa costuma ser o desgaste dessa pequena articulação — a artrose acromioclavicular. Piora ao cruzar o braço na frente do corpo.
Luxação e instabilidade
Após uma queda ou trauma, o ombro pode sair do lugar. A luxação do ombro causa dor intensa e imediata, e, quando se repete, deixa a articulação instável — com a sensação de que o ombro "vai sair" em certos movimentos.
Lesão do labrum (SLAP)
Em quem pratica esportes com o braço acima da cabeça — vôlei, tênis, handebol, natação —, a dor profunda e difícil de apontar com o dedo pode ser uma lesão do labrum (SLAP), o anel de cartilagem que dá estabilidade à articulação.
Como saber qual é a sua?
Alguns sinais ajudam a orientar, mas não substituem o exame:
- Dor ao levantar o braço + fraqueza: pensa-se em manguito rotador.
- Dor só num trecho do movimento (arco): típico da síndrome do impacto.
- Perda progressiva de movimento e rigidez: sugere ombro congelado.
- Dor bem no topo do ombro: aponta para a articulação acromioclavicular.
- Dor após trauma, com sensação de instabilidade: investiga-se luxação ou lesão do labrum.
Quando procurar um ortopedista
Nem toda dor no ombro precisa de consulta imediata, mas alguns sinais não devem ser adiados:
- Dor que dura mais de 3 a 4 semanas ou que só piora.
- Dor que acorda você à noite ou impede de deitar sobre o ombro.
- Perda de força para levantar ou girar o braço.
- Rigidez que aumenta a cada semana.
- Dor após uma queda ou trauma, principalmente com deformidade.
O diagnóstico correto vem da avaliação: entender de onde vem a dor, o que limita o movimento e como o corpo está compensando. Na CBT Ortopedia, em Campo Belo, São Paulo, a avaliação do ombro é feita por especialistas na articulação — e o tratamento certo depende de identificar a causa, não apenas de silenciar o sintoma.
Perguntas frequentes
Dor no ombro pode ser coisa séria?
Na maioria das vezes é uma inflamação de tendão ou bursa, que melhora com tratamento. Mas fraqueza importante, perda de movimento ou dor após trauma merecem avaliação sem demora.
Dor no ombro tem a ver com a coluna?
Pode ter. Uma dor que irradia do pescoço para o ombro às vezes vem da coluna cervical, e não da articulação do ombro em si — outra razão para o exame ser feito por um especialista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure avaliação profissional.