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Doença de Dupuytren: Quando os Dedos Não Esticam

Doença de Dupuytren: Quando os Dedos Não Esticam

O que é a doença de Dupuytren

A doença de Dupuytren afeta a palma da mão. Existe ali, logo abaixo da pele, uma camada fina e firme de tecido chamada fáscia, que ajuda a dar sustentação. Nessa condição, a fáscia vai engrossando aos poucos e forma nódulos (caroços) e depois cordões que correm em direção aos dedos. Esses cordões funcionam como uma corda esticada por baixo da pele e puxam o dedo para dentro, na direção da palma. Com o tempo, o dedo fica dobrado e você não consegue mais esticá-lo por completo. O anelar e o dedo mínimo são os mais atingidos, mas qualquer dedo pode entrar no processo.

Por que acontece

Não existe uma causa única e bem definida. A tendência costuma vir de família, ou seja, é comum encontrar outros parentes com o mesmo problema. Aparece mais em homens, em geral depois dos cinquenta anos. Algumas condições parecem andar junto, como diabetes e o uso frequente de bebida alcoólica. Vale esclarecer um ponto que gera dúvida: não é uma doença causada por esforço da mão nem por trabalho manual pesado. Quem trabalha com as mãos não desenvolve Dupuytren por isso.

Como você percebe

No começo costuma ser discreto. Você pode notar um caroço pequeno e endurecido na palma, perto da base do dedo anelar, às vezes confundido com um calo. Na maioria das pessoas não dói, o que faz muita gente demorar a procurar ajuda. O incômodo principal vem da limitação. Aos poucos fica difícil esticar a mão por inteiro, apoiar a palma aberta numa mesa, calçar uma luva ou colocar a mão no bolso. Cumprimentar alguém também pode ficar estranho, porque o dedo não acompanha o restante. A evolução é lenta, de meses a anos, e varia bastante de uma pessoa para outra.

Como é feito o diagnóstico

Na maior parte das vezes, o ortopedista faz o diagnóstico no consultório, só de examinar e conversar com você. O médico apalpa a palma para sentir os nódulos e os cordões e pede que você tente abrir a mão sobre uma superfície plana, um teste simples que mostra o quanto o dedo já está preso. Esse exame de mão costuma bastar. Em alguns casos o médico pode pedir um raio-X, que na CBT é feito no próprio local, no mesmo atendimento, ou outras avaliações para descartar problemas diferentes.

Tratamento

Nem todo caso precisa de tratamento na hora. Quando a mão ainda abre bem e não atrapalha o dia a dia, dá para apenas acompanhar e observar a evolução com o ortopedista. O tratamento entra em cena quando o dedo dobrado começa a prejudicar a função, atividades simples como lavar o rosto, vestir-se ou trabalhar. Nesses casos existem procedimentos para liberar o cordão que está puxando o dedo, devolvendo movimento à mão. A fisioterapia ajuda na recuperação depois, com recursos como terapia manual, exercícios de fortalecimento e laser de alta intensidade para a reabilitação. É importante saber de uma coisa desde o início: a doença pode voltar com o tempo, mesmo após um bom resultado. Isso não significa que o tratamento falhou, apenas faz parte do comportamento dessa condição, e por isso o acompanhamento continua valendo.

Quando procurar o ortopedista

Procure avaliação se notar um caroço firme na palma que não some, se perceber que um dedo está começando a dobrar sozinho, ou se já não consegue apoiar a mão aberta numa mesa. Quanto mais cedo a mão é examinada, melhor o médico consegue planejar o acompanhamento e decidir o momento certo de agir. Cada mão é diferente, e a melhor conduta sempre depende de uma avaliação individual.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da doença de Dupuytren dependem de uma avaliação individual. Se você notou esses sinais na sua mão, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia para conversar com um especialista.