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Fratura do Escafoide: Dor no Punho Após uma Queda

Fratura do Escafoide: Dor no Punho Após uma Queda

Caiu com a mão espalmada e o punho continua doendo?

Você tropeçou, colocou a mão no chão para se proteger e o punho ficou dolorido perto do polegar. Não há osso torto nem deformidade chamativa, você até consegue mexer a mão, então decide esperar. É aí que mora a armadilha da fratura do escafoide: ela parece leve, é confundida com uma simples torção e pode não aparecer no primeiro raio-X.

O que é o escafoide (e por que ele é diferente)

O escafoide é um dos oito ossinhos que formam o punho. Fica do lado do polegar e funciona como peça de ligação entre a mão e o antebraço, participando de praticamente todo movimento de girar e apoiar a mão.

O que o torna especial é a irrigação. O sangue entra por uma extremidade e percorre o osso em sentido contrário ao esperado, de modo que a parte mais próxima do antebraço, o polo proximal, recebe pouco sangue. Quando a fratura passa por ali, a cicatrização fica mais difícil, mais lenta e mais dependente do tratamento correto.

Como a fratura acontece

O mecanismo clássico é a queda com a mão espalmada e o punho estendido: o peso do corpo concentra a força na base do polegar, justamente onde está o escafoide. Acontece em quedas de bicicleta e patinete, no futebol e em esportes de contato, em escorregões na rua e em casa. É uma das fraturas mais comuns do punho em adultos jovens, mas ocorre em qualquer idade.

Sintomas: por que ela passa despercebida

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa pela história da queda e pelo exame do punho, com palpação de pontos específicos. O raio-X digital é o primeiro exame e, na CBT Ortopedia, é realizado no mesmo endereço da consulta.

Aqui está o ponto mais importante deste artigo: nos primeiros dias, a fratura do escafoide pode não aparecer no raio-X, mesmo existindo. O traço é fino e se esconde entre as sobreposições ósseas. Por isso, diante de dor típica após queda, a conduta segura é tratar como fratura até prova em contrário: imobilizar, repetir a radiografia em 10 a 14 dias ou solicitar tomografia ou ressonância. O diagnóstico diferencial inclui entorses, a tendinite de De Quervain e a artrose na base do polegar.

Quanto tempo dura a imobilização e a recuperação

Depende de onde a fratura passa e se houve desvio. Nas fraturas sem desvio na porção média do osso, a imobilização costuma durar de 6 a 12 semanas, bem mais do que na maioria das fraturas, justamente pela irrigação difícil. Quando a fratura atinge o polo proximal, o prazo pode ser maior.

A retirada da imobilização não é decidida pelo calendário, e sim pela consolidação demonstrada em exame de imagem. Depois vem a recuperação de movimento e força, que costuma levar mais algumas semanas de fisioterapia. O retorno a esportes de contato e a atividades de impacto na mão é liberado mais tarde, em geral alguns meses após a lesão.

O que fazer nas primeiras horas (e o que evitar)

Como é o tratamento

Pseudoartrose: o preço de tratar tarde

Quando a fratura não é imobilizada de forma adequada, o osso pode simplesmente não colar. Esse quadro se chama pseudoartrose, e é o principal motivo pelo qual uma fratura aparentemente pequena merece tanto cuidado. Ela costuma provocar dor persistente, perda de força e de movimento e, com os anos, desgaste da cartilagem do punho. O tratamento nesse estágio é mais complexo, muitas vezes cirúrgico e com enxerto ósseo.

Quando procurar o ortopedista

Procure avaliação se caiu com a mão espalmada e ficou com dor na base do polegar, mesmo conseguindo mexer a mão. Busque atendimento de urgência diante de:

Um especialista em cirurgia da mão define a necessidade de imobilização e de exames complementares.

Perguntas frequentes sobre fratura do escafoide

Consigo mexer a mão, então não é fratura?

Não é assim. A fratura do escafoide costuma permitir movimento e provocar dor apenas moderada, o que engana bastante. O sinal que chama atenção é a dor persistente na base do polegar depois de uma queda.

O raio-X deu normal, posso relaxar?

Não necessariamente. Nos primeiros dias a fratura pode não ser visível. Quando o exame clínico é sugestivo, o ortopedista costuma imobilizar e repetir a imagem depois de alguns dias ou pedir tomografia ou ressonância.

Por que a imobilização é tão longa?

Por causa da irrigação sanguínea frágil em parte do osso. A consolidação é mais lenta e exige proteção por mais tempo do que em outras fraturas do punho.

Fratura antiga do escafoide ainda pode ser tratada?

Pode. Mesmo meses depois existem opções, incluindo cirurgia com enxerto ósseo. Os resultados tendem a ser melhores quanto mais cedo o problema é abordado, mas nunca é tarde para avaliar.

Se você teve uma queda e o punho ainda dói perto do polegar, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia: consulta, raio-X digital e fisioterapia funcionam no mesmo endereço, o que agiliza o diagnóstico.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure avaliação profissional.