O que é o escafoide
O escafoide é um dos ossinhos que formam o punho, do lado do polegar. Ele fica numa região de muito movimento e ajuda a ligar a mão ao antebraço. Apesar de pequeno, tem um papel importante quando você gira o punho ou apoia a mão. Por isso uma fratura nesse osso, mesmo discreta, merece atenção.
Por que essa fratura acontece
O mecanismo mais comum é a queda com a mão espalmada no chão. Você tropeça, coloca a mão para se proteger e o impacto sobe pelo punho. Acontece muito em quedas de bicicleta, no esporte, em escorregões na rua ou em casa. O peso do corpo concentra a força na base do polegar, justamente onde fica o escafoide. Por isso é uma lesão frequente em pessoas jovens e ativas, mas pode ocorrer em qualquer idade.
Como você percebe
O sinal mais típico é dor na base do polegar, naquela pequena depressão que aparece quando você abre a mão. Costuma haver inchaço discreto e dor ao apertar objetos, abrir uma garrafa ou apoiar a mão. O detalhe que confunde muita gente é que essa fratura nem sempre parece grave. Não há aquele osso "torto" nem deformação chamativa. Muita gente acha que foi só uma torção, espera passar e segue usando a mão. A dor mais leve faz a pessoa adiar a consulta, e aí está a armadilha.
Como é feito o diagnóstico
A avaliação começa com o exame do punho e a história da queda. O raio-X é o primeiro exame, e na CBT ele é feito no local, no mesmo atendimento. Aqui entra um ponto importante: nos primeiros dias, a fratura do escafoide às vezes não aparece na radiografia, mesmo existindo. O traço é fino e pode ficar escondido. Por isso, quando há dor na base do polegar após uma queda, o ortopedista pode imobilizar o punho por precaução e repetir o raio-X depois de alguns dias, ou pedir um exame mais detalhado como tomografia ou ressonância. Tratar como se fosse fratura, na dúvida, costuma ser a conduta mais segura.
Por que o tratamento certo importa
O escafoide tem uma irrigação de sangue frágil. Em algumas partes do osso o sangue chega com dificuldade, e isso atrapalha a cicatrização. Quando a fratura não é imobilizada de forma adequada, o osso pode simplesmente não colar. Esse problema tem nome: pseudoartrose. Ele costuma levar a dor que não passa e a perda de força e de movimento com o tempo. É por essa fragilidade que uma fratura aparentemente pequena exige cuidado real.
Como é o tratamento
O tratamento depende do tipo de fratura, do desvio entre os fragmentos e do tempo desde a lesão. Em muitos casos sem desvio, a imobilização com gesso ou órtese resolve, mas costuma ser prolongada, justamente por causa da irrigação difícil. Em fraturas com desvio, instáveis ou que já demoraram a ser tratadas, a cirurgia pode ser indicada para fixar o osso, em geral com um pequeno parafuso. Depois da consolidação, a fisioterapia ajuda a recuperar o movimento e a força do punho, com recursos como terapia manual, exercícios de fortalecimento, eletroterapia e crioterapia. Quem decide o melhor caminho é o ortopedista, caso a caso.
Quando procurar o ortopedista
Se você caiu com a mão espalmada e ficou com dor na base do polegar, vale procurar avaliação, mesmo que pareça leve e mesmo que consiga mexer a mão. Não espere a dor "sumir sozinha" por semanas. Quanto mais cedo a fratura do escafoide é identificada e imobilizada, maiores as chances de o osso colar bem e menor o risco de pseudoartrose.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da fratura do escafoide dependem de uma avaliação individual. Se você teve uma queda e sente dor no punho, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.