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Dor na Base do Polegar: Rizartrose e Como Tratar

Dor na Base do Polegar: Rizartrose e Como Tratar

Dói na base do polegar ao girar a chave?

Girar a chave na porta, abrir a tampa de um pote, apertar o borrifador de limpeza, segurar a alça de uma sacola cheia. São gestos automáticos que, de repente, passam a doer num ponto bem específico: a base do polegar, do lado do punho. No começo a dor vem só no esforço e some com o repouso; depois incomoda em tarefas cada vez mais simples, e a mão perde firmeza. Esse padrão tem nome: rizartrose.

O que é a rizartrose

A rizartrose é o desgaste da cartilagem da articulação trapeziometacarpal, formada pelo trapézio (um dos ossinhos do punho) e pelo primeiro metacarpo, o osso que sustenta o polegar. Essa articulação tem formato de sela, o que dá ao polegar uma liberdade de movimento única na mão: ele gira, se opõe aos outros dedos e faz força de pinça.

Essa liberdade tem um preço. A carga que chega à articulação é várias vezes maior do que a força aplicada pela ponta do dedo, e por isso ela é uma das juntas que mais se desgastam na mão. Quando a cartilagem afina, os ossos passam a ter mais atrito, e surgem dor, rigidez e perda de força na pinça.

Por que a cartilagem do polegar se desgasta

Cada pessoa combina esses fatores de um jeito próprio, e só a avaliação individual mostra o que pesou mais no seu caso.

Como a rizartrose se manifesta

Quanto tempo dura a dor da rizartrose

A rizartrose é crônica: a cartilagem já desgastada não se regenera. Isso não significa dor para sempre, e é aqui que muita gente se surpreende. Na prática, ela se manifesta em crises de dias a algumas semanas, intercaladas com períodos de pouco ou nenhum sintoma.

Com órtese, ajuste de atividades e fisioterapia, a maioria percebe melhora clara em 4 a 8 semanas. Quando indicada, a infiltração costuma dar alívio de semanas a alguns meses. Nos casos operados, a recuperação da força de pinça é gradual e leva de 3 a 6 meses. O objetivo não é reverter o desgaste, mas controlar a dor e preservar a função da mão.

O que ajuda no dia a dia (e o que evitar)

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pela conversa sobre quais gestos doem e pelo exame da mão. O ortopedista palpa a articulação e faz manobras de compressão e rotação do polegar, que reproduzem a dor com boa precisão, além de testar a força de pinça e a mobilidade.

O raio-X confirma o quadro: mostra a redução do espaço entre o trapézio e o metacarpo e o grau de desalinhamento. Na CBT Ortopedia, é feito no mesmo endereço da consulta, o que permite fechar o raciocínio no próprio atendimento. Esse passo separa a rizartrose de outras causas de dor no mesmo lado do punho, como a tendinite de De Quervain e a síndrome do túnel do carpo.

Tratamento: da órtese à cirurgia

Quando procurar o especialista

Marque uma avaliação se a dor na base do polegar volta com frequência, atrapalha tarefas simples, não melhora com repouso ou se você já nota perda de força e mudança no formato da articulação. Um especialista em cirurgia da mão avalia o estágio e monta o plano. O raciocínio dos exercícios para quem tem artrose também vale aqui: mão parada perde força, mão orientada ganha proteção.

Perguntas frequentes sobre rizartrose

Rizartrose tem cura?

O desgaste da cartilagem não se reverte, então não há cura no sentido de devolver a articulação ao estado original. O que se consegue, na maioria dos casos, é controlar a dor e manter a mão funcional por muitos anos.

Fazer força piora a rizartrose?

Pinça forçada e repetida dentro da dor tende a piorar os sintomas. Já o fortalecimento orientado da mão e do antebraço faz parte do tratamento. A diferença está no tipo de carga e na orientação profissional.

Rizartrose é a mesma coisa que artrose nas mãos?

É uma das formas. A artrose nas mãos inclui as juntas dos dedos e a base do polegar; a rizartrose é justamente a da base do polegar, e uma das que mais limitam a força.

Preciso usar a órtese para dormir?

Depende do caso. Algumas pessoas se beneficiam do uso noturno, outras apenas durante as atividades que provocam dor. Quem define modelo e tempo de uso é o médico ou o terapeuta da mão.

Se abrir potes e girar chaves virou um problema, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia: consulta, raio-X digital e fisioterapia acontecem de forma integrada no mesmo endereço.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure avaliação profissional.