Joelho

Luxação e Instabilidade da Patela: Quando a Rótula Sai do Lugar

Luxação e Instabilidade da Patela: Quando a Rótula Sai do Lugar

O que é a instabilidade da patela

A patela, ou rótula, é o ossinho da frente do joelho. Ela desliza dentro de um trilho na ponta do fêmur, como um trem nos trilhos, toda vez que você dobra e estica a perna. Na instabilidade patelar, esse encaixe falha e a patela sai do trilho, quase sempre escorregando para o lado de fora do joelho. Quando ela sai por completo, chamamos de luxação. Às vezes ela só ameaça sair e volta sozinha, e aí falamos em subluxação.

Por que a rótula sai do lugar

Em boa parte dos casos existe uma predisposição da própria anatomia. O trilho onde a patela corre pode ser mais raso, o alinhamento da perna pode jogar a rótula para fora, ou os ligamentos que a seguram podem ser naturalmente mais frouxos. Quem tem essas características fica mais sujeito a um episódio, muitas vezes durante um movimento de girar o corpo com o pé fixo no chão, como numa partida de futebol, numa dança ou num tropeço. Uma pancada direta no joelho também pode empurrar a patela para fora.

Como você percebe

No momento da luxação, a dor é forte e dá para sentir que algo saiu do lugar. O joelho pode inchar e ficar difícil de dobrar ou esticar. Muita gente conta que viu a rótula deslocada de lado por alguns instantes, antes de ela voltar sozinha ou com a perna sendo esticada. Depois do primeiro episódio, costuma sobrar uma sensação de insegurança, aquele medo de que a rótula escape de novo em certos movimentos. Esse receio é comum e merece atenção, porque ele muda o jeito como você usa a perna no dia a dia.

Como é feito o diagnóstico

O ortopedista começa conversando sobre como o episódio aconteceu e examinando o joelho. Alguns testes ajudam a perceber se a patela está mais solta do que deveria. O raio-X confirma o quadro e mostra o formato dos ossos. Na CBT, o raio-X é feito no próprio atendimento, o que agiliza a avaliação. Em parte dos casos o médico pede uma ressonância para olhar os ligamentos e a cartilagem, sobretudo quando há suspeita de lesão associada ou quando as luxações se repetem.

Tratamento

Na primeira luxação, o caminho costuma ser conservador, sem cirurgia. Pode ser indicada uma imobilização por um período curto para acalmar a dor e o inchaço, seguida de reabilitação. O fortalecimento muscular é a parte central, em especial dos músculos da coxa e do quadril, que ajudam a manter a patela no trilho. Na fisioterapia, recursos como terapia manual, eletroterapia, laser de alta intensidade, ultrassom e crioterapia auxiliam no controle da dor enquanto você recupera força e confiança. Quando as luxações voltam com frequência, a cirurgia passa a ser considerada, porque cada novo episódio pode danificar a cartilagem. A decisão depende sempre da sua avaliação individual.

Quando procurar o ortopedista

Se a rótula saiu do lugar, mesmo que tenha voltado sozinha, vale marcar uma avaliação. Procure atendimento também se o joelho ficou muito inchado, se trava, falha ao apoiar o peso ou se aquela sensação de insegurança atrapalha caminhar, descer escadas ou praticar esporte. Quanto antes o joelho for avaliado, mais fácil planejar a reabilitação e reduzir a chance de novos episódios.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada joelho tem suas particularidades, e só uma avaliação presencial permite definir o diagnóstico e o melhor tratamento para o seu caso. Se você sente que sua rótula sai do lugar ou vive com medo de que isso aconteça, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.