O que é a osteonecrose da cabeça do fêmur
A cabeça do fêmur é a parte arredondada do osso da coxa que se encaixa na bacia e forma a articulação do quadril. Como qualquer parte viva do corpo, esse osso depende de sangue para se manter saudável. Na osteonecrose, uma região da cabeça do fêmur deixa de receber sangue suficiente e parte do osso acaba morrendo. Sem essa irrigação, o osso enfraquece e pode começar a desmoronar com o tempo, o que afeta o encaixe e o movimento do quadril.
Por que acontece
Nem sempre dá para apontar uma causa única, mas alguns fatores aumentam o risco. O uso prolongado de corticoide, em doses altas e por tempo longo, é um dos mais conhecidos. O consumo excessivo de álcool ao longo dos anos também entra na lista. Traumas no quadril, como uma fratura ou uma luxação, podem interromper os vasos que levam sangue até a cabeça do fêmur. Algumas doenças que afetam a circulação ou o sangue também têm relação. Em parte dos casos, a investigação não encontra um motivo claro, e isso não significa que o problema seja menos importante.
Como você percebe
O sintoma mais comum é a dor na virilha. No começo ela costuma ser leve e aparecer quando você caminha mais, sobe escada ou fica muito tempo em pé. Com a evolução, a dor tende a piorar e pode passar a incomodar até em repouso ou à noite. Algumas pessoas notam que o quadril começa a perder movimento, ou sentem que está mais difícil cruzar as pernas, calçar um sapato ou entrar no carro. Como a dor da virilha tem várias causas, só esse sintoma não fecha o diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico
A avaliação começa com a conversa sobre seus sintomas, seus hábitos e o uso de medicamentos, seguida do exame do quadril. O raio-X ajuda, mas nas fases iniciais ele pode estar normal mesmo com o osso já comprometido. Por isso a ressonância magnética tem um papel central: ela mostra a osteonecrose cedo, antes de o osso desmoronar. Esse diagnóstico precoce faz diferença real, porque no início existem tratamentos que tentam preservar a articulação. Na CBT, o raio-X é feito no local, durante o mesmo atendimento, o que agiliza essa primeira avaliação.
Tratamento
O tratamento depende muito da fase em que a doença é encontrada e de cada pessoa. Nos casos iniciais, antes de o osso colapsar, o foco é preservar a cabeça do fêmur. Isso pode incluir controlar os fatores de risco, como ajustar o uso de corticoide junto com o médico que o prescreveu e reduzir o álcool, além de medidas para aliviar a dor e proteger a articulação. Em situações selecionadas, o ortopedista discute procedimentos que buscam estimular o osso e adiar ou evitar a piora. A fisioterapia ajuda a manter a mobilidade e a força ao redor do quadril, com recursos como terapia manual, eletroterapia, laser de alta intensidade e exercícios de fortalecimento. Quando o osso já desmoronou e a articulação está bastante desgastada, a prótese de quadril costuma ser a opção que devolve qualidade de vida. A escolha sempre depende de avaliação individual.
Quando procurar o ortopedista
Vale marcar uma avaliação se você tem dor na virilha que não passa em algumas semanas, principalmente se piora ao caminhar. A atenção é maior se você usa ou usou corticoide por tempo prolongado, bebe com frequência ou já teve trauma no quadril. Procurar cedo é o que abre mais caminhos de tratamento, já que muitas das opções que preservam a articulação só funcionam nas fases iniciais.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da osteonecrose dependem de avaliação individual. Se você tem dor no quadril ou se identificou com algum dos sinais acima, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.