Quadril

Necrose da Cabeça do Fêmur: Causas, Sintomas e Tratamento

Necrose da Cabeça do Fêmur: Causas, Sintomas e Tratamento

Dor na virilha que piora semana após semana?

No começo é só um desconforto ao caminhar mais que o habitual ou ao subir uma escada. Algumas semanas depois, a dor na virilha aparece em trajetos curtos, incomoda ao girar a perna para entrar no carro e passa a acordar você à noite. O raio-X pode voltar normal, e ouvir que “não há nada no exame” aumenta a angústia. Quando a dor no quadril evolui desse jeito, sobretudo em adultos entre 30 e 55 anos, uma das causas que precisa ser lembrada é a necrose da cabeça do fêmur, também chamada de osteonecrose ou necrose avascular.

O que é a necrose da cabeça do fêmur

A cabeça do fêmur é a parte arredondada do osso da coxa que se encaixa na bacia e forma a articulação do quadril. Como todo tecido vivo, ela depende de sangue para se manter saudável. Na osteonecrose, uma região da cabeça do fêmur deixa de receber irrigação suficiente e parte do osso morre. Sem sustentação, essa área enfraquece e pode colapsar, ou seja, afundar. Quando isso acontece, a esfera perde o formato redondo, o encaixe é prejudicado e a cartilagem se desgasta rápido.

Por que o osso perde a irrigação

Não é raro que os dois quadris sejam afetados, por isso o lado sem sintomas também merece atenção na avaliação.

Sintomas típicos

Quanto tempo leva para evoluir

A osteonecrose é uma doença de evolução relativamente rápida quando comparada à artrose. Sem tratamento, boa parte dos quadris diagnosticados antes do colapso progride para o afundamento do osso ao longo de 1 a 2 anos, e a velocidade depende do tamanho e da localização da área comprometida. É justamente por isso que o diagnóstico precoce muda o prognóstico: as opções que preservam a articulação só funcionam antes de a cabeça do fêmur perder o formato. Quando a prótese se torna necessária, a recuperação segue outro calendário: apoio com muletas nas primeiras semanas, rotina leve retomada entre 6 e 12 semanas e recuperação mais completa em 3 a 6 meses.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa pela conversa sobre sintomas, hábitos e medicamentos em uso, seguida do exame do quadril. O raio-X digital, feito na própria clínica no mesmo atendimento, é o primeiro exame e mostra bem as fases mais avançadas, mas pode estar normal no início, mesmo com o osso já comprometido. Por isso a ressonância magnética tem papel central: ela identifica a osteonecrose precocemente, ainda na fase em que existe chance de preservar a articulação. Como a dor na virilha tem várias origens, a avaliação também considera outras causas, entre elas a lesão do labrum e a artrose inicial.

Tratamento nas fases iniciais

Antes do colapso, o objetivo é preservar a cabeça do fêmur. O plano costuma combinar algumas frentes:

Quando a prótese é indicada

Quando o osso já colapsou e a articulação está desgastada, o quadro passa a se comportar como uma artrose do quadril avançada. Nesse cenário, a prótese de quadril costuma ser a opção que devolve qualidade de vida, com bom histórico de alívio da dor e retorno às atividades. A indicação considera a fase da doença, a intensidade da dor, a limitação funcional, a idade e as condições clínicas de cada pessoa. Na CBT, o planejamento e o acompanhamento das cirurgias ortopédicas são feitos pela mesma equipe que conduz a reabilitação.

Quando procurar o ortopedista

Vale marcar avaliação se a dor na virilha não passa em algumas semanas, principalmente se piora ao caminhar. A atenção deve ser maior nestas situações:

Procurar cedo é o que abre mais caminhos, já que as opções que preservam a articulação funcionam no início. Na CBT Ortopedia, a avaliação com o especialista em quadril conta com raio-X no local e acesso direto à equipe de quadril.

Perguntas frequentes sobre a osteonecrose do quadril

Necrose da cabeça do fêmur tem cura?

Quando diagnosticada antes do colapso, existe chance real de estabilizar o quadro e preservar a articulação. Depois do afundamento do osso, o tratamento passa a focar em recuperar a função, geralmente com prótese.

Todo mundo que usa corticoide vai ter osteonecrose?

Não. O risco se concentra em doses altas por períodos prolongados, e a maioria das pessoas que usa corticoide não desenvolve o problema. O que não se deve fazer é interromper a medicação sozinho.

Preciso parar de andar?

Repouso absoluto não é o tratamento. Costuma-se orientar a redução do impacto e, em algumas fases, o uso de bengala ou muleta para aliviar a carga, mantendo mobilidade e força com exercícios adequados.

Por que o raio-X não mostrou nada?

Nas fases iniciais o osso ainda não mudou de densidade o suficiente para aparecer na radiografia. A ressonância magnética detecta a alteração muito antes e é o exame indicado quando há suspeita clínica.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Se você tem dor no quadril ou se identificou com algum dos fatores de risco acima, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.