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Pubalgia: Dor na Virilha do Atleta

Pubalgia: Dor na Virilha do Atleta

O que é a pubalgia

Pubalgia é o nome que damos à dor crônica na região da virilha e da parte baixa da pelve, perto do osso púbico. Ela aparece bastante em quem pratica esporte, principalmente futebol e corrida. Por isso muita gente conhece como "dor na virilha do atleta". O problema costuma estar na musculatura que se prende ao púbis, como os adutores da coxa (os músculos da parte interna da perna) e a musculatura do abdome. Quando essa região fica sobrecarregada, a dor se instala e tende a voltar sempre que você exige mais do corpo.

Por que acontece

Na maioria dos casos, a causa é sobrecarga repetida. Movimentos de chute, arranque, frenagem brusca e mudança rápida de direção puxam de forma intensa os músculos que se inserem no púbis. Com o tempo, esse esforço repetido irrita a região. Treino mal dosado, aumento súbito de volume, desequilíbrio entre a força do abdome e a dos adutores, e gesto esportivo feito de forma inadequada também ajudam a desencadear o quadro. Não é uma lesão de um único trauma, e sim algo que se acumula aos poucos.

Como você percebe

A queixa típica é dor na virilha que piora ao chutar a bola, ao arrancar numa corrida ou ao fazer abdominal. Algumas pessoas sentem fisgada ao levantar da cama, ao sair do carro ou ao subir escada. No começo a dor aparece só no esforço e some com o repouso. Se você continua treinando por cima dela, ela passa a incomodar também nas atividades simples do dia a dia. A região pode ficar sensível ao toque, perto da linha do osso púbico.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico. O ortopedista examina os adutores, o abdome e o quadril, e testa os movimentos que reproduzem a dor. Uma parte importante da avaliação é afastar outras causas que dão dor parecida na virilha, como hérnia inguinal e problemas dentro da própria articulação do quadril. Para isso, às vezes são pedidos exames de imagem. O raio-X ajuda a avaliar o osso e pode ser feito aqui mesmo na CBT, no mesmo atendimento, o que agiliza a conclusão. Em alguns casos o médico complementa com outros exames. O ponto central é que cada caso é avaliado de forma individual, e o tratamento só faz sentido depois de entender de onde vem a dor.

Como é o tratamento

Na maioria das vezes o tratamento é conservador, sem cirurgia, e a reabilitação é a parte principal. O objetivo é recuperar a força e o equilíbrio entre os músculos do abdome e os adutores, já que esse desequilíbrio costuma estar por trás do problema. A fisioterapia entra com fortalecimento progressivo e terapia manual. Recursos como laser de alta intensidade, ultrassom, eletroterapia e crioterapia (a aplicação de gelo) podem ajudar a controlar a dor ao longo do processo. Corrigir o gesto esportivo e ajustar a carga de treino fazem parte do plano, porque adianta pouco tratar a dor e voltar para o mesmo erro. O retorno ao esporte é gradual, respeitando os sinais do corpo, para reduzir a chance de a dor voltar.

Quando procurar o ortopedista

Vale marcar uma avaliação quando a dor na virilha persiste por mais de duas a três semanas, quando ela atrapalha o treino ou as tarefas comuns, ou quando some com o repouso e volta sempre que você joga. Forçar a região achando que vai passar sozinho costuma alongar a recuperação. Quanto antes você entende a causa, mais simples tende a ser o caminho de volta à atividade.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento da pubalgia dependem de uma avaliação individual. Se você sente dor na virilha que não melhora, agende uma avaliação na CBT Ortopedia e Traumatologia.